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As escovas dentais
apresentam-se contaminadas por microrganismos?
As escovas dentais, após
serem utilizadas para a higiene bucal uma única vez, por 1 a 4
minutos, e armazenadas em condições usuais, podem se tornar
contaminadas por diferentes tipos de bactérias, inclusive
estreptococos do grupo mutans (microrganismos causadores da doença
cárie), vírus, leveduras, parasitas intestinais, provenientes da
cavidade bucal ou do meio ambiente. Pode haver contato entre escovas
de diferentes membros da família nos recipientes sobre a pia ou nos
armários de banheiro. Também, torna-se muito difícil o controle da
ocorrência de contato salivar entre indivíduos em ambientes como
creches, pré-escolas e outras instituições que abrigam crianças de
idade precoce, podendo a escova ser trocada e/ou compartilhada
inadvertidamente. Dessa forma, sua desinfecção deve ser efetuada.

Como deve ser efetuada
a desinfecção das escovas dentais após sua utilização?
A melhor opção é lavar a
escova após seu uso, remover o excesso de água e borrifar um
anti-séptico acondicionado em frasco spray (adquirido em farmácias
de manipulação) em todas as direções da cabeça das escovas,
particularmente nas cerdas. Em seguida, a escova pode ser guardada
no armário do banheiro. Antes da próxima escovação, a escova deve
ser lavada em água corrente. Após a escovação, não secar a escova
com toalha de banho ou de rosto, pois isso pode aumentar ainda mais
a contaminação. O excesso de água deve ser removido por meio de
batidas da escova na borda da pia do banheiro. Essa é uma forma
prática e econômica de se efetuar a desinfecção das escovas, uma vez
que o mesmo frasco para guardá-las pode ser utilizado por todos os
membros da família.
Quais substâncias
devem ser empregadas para a desinfecção das escovas?
O gluconato de
clorexidina a 0,12% e o cloreto de cetilpiridínio a 0,05% são
eficazes na eliminação dos estreptococos do grupo mutans das cerdas
das escovas dentais.
Como deve ser
acondicionada a escova dental? |
Não há que se reprovar a
iniciativa da indústria, que desenvolveu modelos de escovas dentais
que vêm acompanhadas de um estojo para proteger as cerdas, pois ele
é útil quando guardamos as escovas na bolsa, por exemplo, evitando o
seu contato com dinheiro, carteira etc. Porém, no dia-a-dia, a
escova deve ser conservada em local seco, após a desinfecção com
anti-séptico. Alguns estudos comprovaram que escovas dentais que
permanecem fora do armário no toalete podem ser infectadas por
coliformes fecais. Isso ocorre porque microrganismos como os
coliformes fecais, presentes no aerossol que se forma após a
descarga, podem depositar-se nas cerdas da escova sobre a pia do
banheiro e proliferar. Dessa forma, após a desinfecção, as escovas
devem ser guardadas no armário do banheiro.
O tipo de dentifrício
empregado durante a escovação influencia a contaminação das escovas
dentais por microrganismos?
A contaminação microbiana
das cerdas das escovas dentais sofre a influência de inúmeros
fatores, destacando-se o tipo de dentifrício, que pode conter
agentes antimicrobianos como o flúor ou o triclosan, os quais
ocasionam uma redução dessa contaminação. O uso de dentifrício
contendo triclosan reduz em até 60% a contaminação bacteriana por
estreptococos do grupo mutans, enquanto o dentifrício fluoretado
reduz a contaminação em, aproximadamente, 23%.
Qual o período de vida
útil de uma escova?
As escovas dentais devem
ser trocadas freqüentemente: indivíduos sadios devem trocar suas
escovas a cada 3 a 4 meses; indivíduos com gripe ou outras doenças
infecciosas devem trocá-las no início e após a cura; indivíduos que
sofreram quimioterapia ou que são imunodeprimidos devem trocá-las a
cada 2 dias; e indivíduos que sofreram grandes cirurgias devem
trocá-las diariamente. No entanto, essa alta freqüência de troca de
escovas é inviável, sendo satisfatório um tempo de 3 a 4 meses,
desde que as escovas sejam submetidas à desinfecção diariamente.
Qual o protocolo
indicado para a higienização das escovas dentais?
Para o controle diário da
contaminação das escovas dentais, é importante que, previamente à
escovação, seja efetuada a lavagem das mãos. Após a realização da
escovação, a escova deve ser adequadamente lavada em água corrente e
deve ser realizada a remoção do excesso de umidade. Em seguida,
deve-se borrifar sobre a cabeça da escova, particularmente sobre as
cerdas, um antimicrobiano sob a forma de spray, sendo a escova
mantida, então, em local fechado. Previamente à próxima utilização,
a escova deve ser adequadamente lavada em água corrente. O impacto
dessas medidas sobre a saúde bucal é ainda
desconhecido. |